sexta-feira, 6 de outubro de 2017

O antídoto perfeito

Sei que soarei piegas, mas o tempo realmente voa, a vida realmente não para, e a gente precisa, como canta Almir Sater "compreender a marcha e ir tocando em frente"
Na última vez que escrevi aqui, eu e meu esposo completávamos 2 anos de casados no dia em que o resultado do teste de gravidez saiu. E veio negativo. 
No dia eu até que mantive a compostura e consegui celebrar o nosso aniversário de casamento. Mas depois uma tristeza sem precedentes me acometeu, e eu vivi o dia mais triste da minha vida. Sinto que meu corpo cobrou a conta de ter "mantido a fachada alegre" alguns dias, e quando bateu a frustração, ela veio muito pesada. Neste dia fatídico eu precisei ir ao banco mas estava tão sensível que acabei chorando diante da moça do caixa, que, desconcertada, me ofereceu um copo d'água, talvez no anseio de me fazer recuperar um pouco da água que eu derramei pelos olhos. Eu não consegui me concentrar no trabalho e a única coisa que consegui fazer, foi pedir a Deus que me desse forças para chegar até o fim do dia. 
Foi estranho, porque eu não estava pensando na gravidez que quase deu certo mas não deu, meu pensamento era só de tristeza, de falta de esperanças com a vida, de não entender o motivo das coisas. Só sei que eu me permitir ir até o fundo do poço neste dia. 
E no dia seguinte, eu consegui voltar à superfície. No outro dia eu estava melhor ainda. E continuo nesse viés alegre. 
Aprendi uma lição que, intimamente, eu já sabia - mas ignorei. Quando a gente não se permite chorar ou desabafar alguma coisa, o nosso corpo cobra, ou eventualmente, paga a conta. 
E eu sou muito sensível, choro até assistindo novela, mas andei segurando as pontas porque meu esposo me confessou que não consegue mais me ver chorar. Parece que homens em geral não lidam bem com as lágrimas femininas, isso dá uma sensação de impotência muito grande a eles. Então pra não deixar o marido mais triste, eu engoli o choro. Até o que dia da tristeza infinita me acometeu e tive que chorar tudo o que estava embotado. 
O lado bom disso tudo é que, como eu escrevi, depois de viver o luto eu voltei ao meu equilíbrio, voltei a comprar flores e a enxergar a beleza no mundo. 
Pintou até uma viagem bacana para fazermos antes do tratamento, e confesso que estou na maior expectativa para pegar o avião e curtir o meu esposo no frio que se aproxima do hemisfério norte. 
É hora de encher o coração de paz e recarregar as baterias. 

E voilá!




quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Contabilidade

Ontem foi nosso aniversário de casamento. Coincidentemente, foi também o dia de fazer o exame de gravidez, que, ao que tudo apontava, daria negativo. E isso infelizmente se confirmou. 
Não chorei ontem porque já tinha chorado tudo o que tinha pra chorar na semana anterior. O que senti  foi uma pontada de frustração, mas passou logo. Lá se vai nossa quarta tentativa de implantação de embriões. 
À noite fui à missa com meu esposo, e sentada na igreja, ao lado dele, me senti forte. Senti que, apesar das tentativas frustradas de engravidar que tivemos, ainda nos sobra forças para continuar tentando. 
Para ser bem sincera, não faço ideia de quão longa será a caminhada até termos um filho nos braços. Mas sei que ao lado do meu esposo e com Deus me dando forças, serei capaz de suportar a espera. 

Amadurecer foi começar a ver no espelho o verdadeiro eu - onde se lê uma severa contabilidade dos gastos e lucros, saldos nem sempre tranquilizadores. Quanto de amargura, quanto de bom humor sobrou, quanta capacidade de se renovar?
~ Lya Luft


segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Presente de grego

Ai Deus, quantos percalços no caminho!
Como mencionei anteriormente, fiz 2 FIVs e e estou na segunda TEC (ou FET - frozen embryo transfer). Nesta tentativa, rapamos o tacho e descongelamos todos os nossos embriões, apostando todas as fichas. Fui bombardeada com todos os hormônios possíveis e imagináveis e, apesar de ouvir do médico que as chances de gravidez eram de 20%, decidi acreditar que, com um empurrãozinho de Deus, 20 poderia se tornar 100. E vamos que vamos. 
É de praxe da clínica solicitar os exames de beta hcg quantitativo, estradiol e progesterona em D7, é lá fui eu para o laboratório encarar a picadinha da agulha. 
Às 14:00 os resultados ficaram prontos e eu fiquei incrivelmente feliz quando vi na tela do computador um beta de 23,9!!! Fiz os cálculos e até D14, a gravidez era líquida e certa!
Me ajoelhei no momento para louvar e agradecer a Deus, chorei muito de emoção e liguei pro maridão pra contar a boa nova. Ele ficou muito feliz, mas como é prudente, me alertou que deveríamos esperar a euforia para o D14, dia do beta definitivo. 
Fiquei tão eufórica que liguei pro médico e perguntei se não deveria retomar as injeções de progesterona, haja visto que eu nunca consegui um beta tão alto. Ele pediu para repetir o exame do beta no dia seguinte, para decidirmos se deveríamos retomar as injeções ou manter o ultragestan. 
Repeti o exame e o beta caiu de 23,9 para 10.
Um puta banho de água fria que sinalizou que o embrião parou de se desenvolver. 
Amanhã é dia do beta hcg novamente e. E também é nosso aniversário de casamento... Fico tentando me convencer que o embrião pode ter conseguido "dar uma guinada", mas meu lado racional já sabe que isso não é factível, mesmo porque tentei o teste de farmácia no sábado e nem sinal da segunda linha. 
Estou trabalhando meu emocional pra não ficar muito abalada no dia do nosso aniversário de casamento. Mas a barra tá pesada. 

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Entre uvas e pensamentos

Meu esposo, que é da área da saúde, sempre diz que é fácil ficar louco. Certamente ele não se refere a loucos que jogam pedras ou rasgam dinheiro, mas sim aqueles que perdem o fio da sanidade que os mantém equilibrados e donos de si, para trilharem caminhos de desespero e depressão. 
Desde a primeira vez que ouvi essa fala dele, fiquei atenta aos outros e também a mim. Comecei a reunir mentalmente histórias de pessoas que aparentemente tinham tudo e se suicidaram, ou que estavam tão deprimidas que há tempos não colocavam a cara fora da janela. 
De fato, ficar louco é fácil. Louco de sofrimento, louco de dor, louco de angústia por não conseguir o que quer. Quando me aprofundo neste raciocínio, entendo o quanto a mente é magnífica, mas também é traiçoeira. A mesma mente que sonha alto e bonito, é capaz de destruir dias a fio de uma existência com pensamentos de desolação. 
Cheguei a conclusão, que talvez pareça bastante elementar - e o é! - que os alimentos da alma são o pensamento e a fé (salvo casos de depressão já instalados ou doenças mentais). 
Há dias em que meus pensamentos estão tão embolados que o dia todo fica uma merda! Quando tomo as rédeas, começo a substituir os pensamentos ruins pelos bons e a energia muda completamente! Parece mágica mas as coisas passam a dar certo, ou pelo menos, a não ficarem tão ruins. 
Além dos pensamentos positivos, o outro alimento da alma ao qual me referi é a fé. Sou católica praticante, então minha fé é em Deus, Jesus Cristo, minha mãezinha, a Virgem Maria. Quando a peteca está caindo eu me volto a Deus e peço muito, muito mesmo, para ter forças. E a força (e a sanidade) vêm. Ou melhor, elas voltam, porque eu, como você provavelmente também, já se sentiu um pouco louco, mas depois de um instante, recuperou a normalidade. 
Tenho sofrido com a dificuldade pra engravidar, e de tanto pensar neste problema, eu acho que estou ficando um pouco doida, ou no mínimo, obcecada. 
Um diagnóstico de infertilidade é uma das coisas mais sofridas que um casal pode enfrentar. Leio muitos relatos na internet, especialmente de mulheres que estão tentando fertilizações, e penso comigo: - elas ficam tão piradas quanto eu, ou eu quanto elas! O desespero parece ser um denominador comum a todas nós, e lutar contra ele é quase tão importante quanto lutar para engravidar. Afinal de contas, desesperar-se não ajuda em absolutamente nada. 
Dias atrás eu me encontrei num desespero de dar dó. Mas eu decidi fazer algo ligeiramente inteligente a respeito disso, já que me conheço e seu que meu regaço, o colo que Deus me dá, está na natureza. 
Peguei o carro e fui passear numa plantação de uvas. Isso, fui chupar uvas para aliviar o sofrimento e distrair minha mente confusa. 
Cheguei ao parreiral já no finalzinho da tarde e o horário de visitação já tinha se encerrado, mas contei com a gentileza de uma bela mocinha/anjinha que cuidava daquela plantação e me deixou entrar - e ter a parreira para mim. 



Aquele oásis de uvas parecia uma pintura. Os raios do sol poente entravam pelas folhas e produziam uma luz maravilhosa nas frutas.   

Algumas uvas estavam maduras, outras ainda tardariam um pouco a chegar ao ponto. Mas todas juntas formavam um mosaico lindo de cores e sabores. 
Nessa parreira, é permitido colher uvas e consumir à vontade, gratuitamente! A mocinha simpática me emprestou uma pequena tesoura de poda para que eu colhesse os cachos que quisesse chupar, e assim o fiz. 
Cada uva que eu trouxe para meu corpo teve o efeito curativo de um remédio, um alívio pra alma. Nem precisa falar que eu chupei uva até os lábios pinicarem. 


E acabei enchendo uma caixa inteira de uvas! As uvas colhidas que se leva para casa são pesadas, e o quilo delas sai bem baratinho! Distribuí uvas pra família inteira :)

Tive um fim de tarde maravilhoso, com muita fartura de vida e natureza, e consegui renovar as energias. As uvas me mantiveram sã e equilibrada kkk, a elas sou muito grata!
Meu caminho para o equilíbrio, como mencionei acima, é me refugiar na natureza, elevar o coração a Deus e vigiar meus pensamentos. 
E o seu? O que você faz quando as coisas ficam bem difíceis?
Graça e Paz!

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Tomando posse do que é meu

Tudo era novo na clínica de fertilização que visitamos em São Paulo, a começar por uma super máquina de fazer cafés e derivados (tudo gratuito e gostoso, que alegria :) Eu não tinha me dado conta do quanto estava acostumada à clinica da minha cidade, à ponto de saber de cór o nome das atendentes. Foram 2 FIVS e 1 TEC, ou seja, tentativas suficientes para me familiarizar com a turma e com o espaço. 
Em SP era tudo novo, mas um novo bonito, de bom gosto, com um jardim de inverno cheio de orquídeas naturais. Acho que todo esse acolhimento é proposital, haja visto que nenhum casal visita uma clinica de fertilização porque está transbordando de alegria. Pelo contrário... Então sábios os proprietários que humanizam o ambiente para os pacientes que estão enfrentando essa barra. 
O médico nos recebeu com um sorrisão no rosto e nos sentimos seguros com a conversa que se desenrolou. Explicamos nosso caso, ele analisou o calhamaço de exames que levamos e ele disse que nosso caso é "simples". Ou melhor dizendo, ele já lidou com casos muito mais complexos. Isso nos deu alguma esperança. 
O que mais me deixou esperançosa foi ouvir do médico que estou nova (tenho 35 anos), e que espera-se que meu corpo continue funcionando bem por algum tempo. Então nada de arrancar os cabelos por causa da idade. 
Bem, quando estávamos na sala de espera, observei várias mulheres, que presumo, estavam fazendo tratamento. Algumas esperavam o ultrassom, outras esperavam a enfermeira para lhes aplicar injeções, e outras esperavam coleta/implantação. No geral, achei as mulheres nesta clínica com idade superior as mulheres que observei na clínica da minha cidade. Acabei constatando (empiricamente) que em SP as mulheres esperam um pouco mais pelos tratamentos de fertilização, o que me fez sentir jovem. E isso me deu mais um taco de esperança. 
Na prosa com o médico, falamos que tínhamos 4 embriões congelados, mas devido as tentativas anteriores que não deram certo, optamos deixar os congeladinhos quietos em nossa cidade. Ele ponderou o seguinte:
- Sugiro que vocês façam uma última tentativa com estes embriões, pois eles já estão formados! Se você conseguir engravidar, não precisará passar por todo o processo de indução e coleta! Paralelamente a isso, o maridão vai tomar os antibióticos e se a TEC (transferência de embrião congelado) não der certo, vocês retornam aqui pra clínica. 
Esta sugestão nos pareceu bastante razoável... 
E como minha fase menstrual estava acabando, consegui fazer a monitorização logo que voltamos de viagem. 
O médico antigo (que não sabe que é antigo ainda), decidiu me bombar de hormônios. Nas palavras dele, "minha filha agora vamos dar tiro pra todo lado!!! São seus últimos embriões congelados!" E vamos que vamos. Pela primeira vez, usei o estradot (estradiol, pra deixar o endométrio bem espeço) e também comecei a tomar injeções de progesterona, que doem pra cacete e deixam manchas roxas no meu bumbum e braço. Mas é tudo ou nada, e dor por dor, prefiro a dor de tentar. 
Eu estava levando essa tentativa como plano b, mas quando chegou o dia de implantar, eu decidi que o plano era o A. Lá estava eu novamente com as pernas abertas, pedindo a Deus para abençoar aquele procedimento e a mão do médico para que nossos embriões chegassem bem ao endométrio. Quem já passou por esse momento conhece a agonia. 
Infelizmente, dos 4 embriões, um não resistiu ao descongelamento (era um blastocisto). Então implantamos 2 mórulas e 1 blastocisto. 
Estou no terceiro dia pós implantação e o coração está bem tranquilo. Por já termos uma nova tentativa engatada na clínica de São Paulo, sinto-me despreocupada. Das vezes passadas, minha cabeça exercia uma pressão enorme do meu corpo, com mensagens de que TEM QUE DAR CERTO!!!
Mas escutei da terapeuta uma frase bem bonita, quase mágica, que se tornou o meu mantra:
CORPO, TOME POSSE DO QUE É SEU! AQUI DENTRO HÁ EMBRIÕES QUE CARREGAM METADE DE MIM E METADE DO HOMEM QUE EU AMO. TOME POSSE DO QUE É SEU!
Achei essa afirmação tão poderosa que estou repetindo ela de tempo em tempo. É claro que torço para que tudo dê certo e não precisamos fazer um outra FIV. Mas eu também compreendo que meu corpo tem a sabedoria para acolher embriões com chance de sobrevivência e refugar aqueles que tem anomalias cromossômicas, ou até poucas chances de se desenvolver no meu útero. 
É com essa tranquilidade que estou levando essa segunda TEC. 
E se for pra dar certo, vai dar. 
Com a benção de Deus. 
Detalhe... o dia do beta vai cair bem no dia do nosso aniversário de casamento. Preciso me preparar para receber o presente da tão sonhada gravidez ou mesmo aceitar que não foi dessa vez. 
Cenas do próximo capítulo... 
Fiquem em paz!
Dona



segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Uma eternidade de três meses

Foram três longos meses de espera, mas o dia da consulta com o novo médico está chegando. Me lembro como hoje do dia em que liguei para a clínica em São Paulo e a secretária, muito educada por sinal, me disse que o tal médico só tinha disponibilidade para nos receber em meados de agosto. Seriam três meses de espera!!! Uma eternidade!!! Mesmo assim, marquei a consulta e tratei de preencher estes meses com muitas atividades, muito trabalho e um teste de proficiência de inglês, o IELTS.
Veja bem, não está nos meus planos de curto prazo imigrar para lugar nenhum, muito menos me inscrever em alguma universidade estrangeira. Mas eu precisei de algum desafio novo que tirasse meu foco do problema da infertilidade, e encontrei um perfeito pra mim: estudar inglês. 
Em maio e junho eu estudei num ritmo bacana, focando na gramática e em textos variados, mas viajei pra Argentina e perdi o fio da meada. E em julho eu trabalhei como uma condenada, tendo inclusive que viajar 2 vezes por semana a uma outra cidade. Quando me dei conta de que faltava somente uma semana para a prova do IELTS, tive que me preparar nas coxas e foquei todo o meu esforço no... You Tube! 
Isso mesmo, o You Tube oferece vários canais com preparatórios para o IELTS, com dicas muito valiosas para todas as seções (Writting, Speaking, Reading and Listening). Me preparei através dos vídeos, mas infelizmente não fiz nenhum exercício de writting
Fiz a prova semana passada e, no geral, fui até bem. Na seção "reading" eu me dei mal porque o tempo acabou antes que eu transcrevesse 4 questões (de um total de 40) na folha de respostas. Já tinham me alertado que o IELTS não é somente um teste de proficiência, mas também um teste de gestão do tempo com um quê de psicologia.  Constatei isso na semana passada... O teste é pauleira, é adrenalina, mas eu adorei fazê-lo! O resultado sairá um dia depois da consulta e contarei aqui como fui. 
Bem, na próxima semana eu e maridão viajaremos para São Paulo com dezenas de resultados de exames, muitos deles um tanto quanto dolorosos para se fazer, mas necessários para uma compreensão do nosso quadro clínico. 
Mesmo tendo entupido meus dias de atividades, eu encontrei tempo para sentir medo, sentir insegurança, pensar em adoção, ficar bem arrasada com a situação toda. Nestes três meses, eu tive a esperança de engravidar naturalmente e até sonhei que estava ligando para a tal secretária educada, dizendo a ela que por um milagre divino conseguimos engravidar e, por conseguinte, estávamos desmarcando a consulta. 
Só que não... 
A realidade é dureza. 
Mas eu sou a dona das possibilidades. 
São Paulo nos aguarde! 

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Um passeio em Palermo

Poucos bairros mundo afora me conquistaram como Palermo. Considerado o maior bairro de Buenos Aires,  Palermo foi sendo dividido com o passar dos anos em Palermo Soho, Palermo Hollywood, Palermo Chico, Palermo Viejo and so on. Dizem que todas estas divisões aconteceram para criar novos nichos imobiliários, o que faz certo sentido. 
Mas, a despeito de pequeñas diferenças, o que vi foi um Palermão lindo e muito gostoso de conhecer. 
Escolhi o hotel neste bairro justamente para explorá-lo melhor, e não poderia ter feito uma escolha mais acertada. 
Nosso hotel já anunciava o clima de Palermo, que tem uma pegada sossegada, despretensiosa, aonde o velho convive e interage com o novo. 




Muitas ruas são feitas paralelepípedo e o ritmo lembra uma cidade de interior. Mas quando vai chegando a noite o bairro ferve!!! Aliás, quando vai chegando a madrugada o bairro ferve, porque os portenhos tem o hábito de sair para a balada muito tarde! Reservamos alguns restaurantes às 20:00 e fomos os primeiros a chegar. Não é atoa que conseguimos a reserva encima da hora ;)

Palermo é um bairro de gente muito jovem, e os cafés são definitivamente um ponto forte lá. E café em Buenos Aires rima com livro. Me chamou a atenção o quanto os argentinos são cultos, há várias pequenas livrarias salpicadas nos pontos de ônibus em Buenos Aires, como se fossem mini-sebos, e o povo tava que comprava livro. Fiquei encantada, com vontade de transportar este hábito maravilhoso aos brasileiros que infelizmente são tão pouco afeiçoados à leitura. 
Além dos cafés, há incontáveis lojinhas bacanas no bairro. Vi muitas lojas de sapatos, mas achei os sapatos horrorosos, misericórdia, eu não compraria nenhum. Em compensação, as lojas de decoração são incríveis! A começar por essa fofurice florida!





E com a entrada maravilhosa desta casa, finalizo o rolezinho por Palermo, que conquistou meu corazón :)

Referências:

Hospesagem
L'Hotel Palermo na rua Thames 

Lojas de decoração
Mil gracias objetos na rua Honduras, 4775
Casa Chic na El Salvador 4786
Paul French Gallery na Gorriti 4865